domingo, 25 de setembro de 2011

Vocês já pararam para pensar que a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo foi formada da carne de Maria? Que coisa mais linda! Já imaginaram a ligação que existe entre eles dois? A união desse Filho e dessa Mãe sempre obedientes ao Pai? Como é lindo isso!

Como é que podemos passar a vida sem meditar um pouco que seja nessa verdade? Como é que podemos pensar em tantas bobagens quando no mundo em que vivemos o próprio Deus encarnou no seio de uma humilde virgem e nos trouxe a salvação? Como podemos não pensar no sublime papel dessa simples moça de Nazaré?
Como não dar Glória a Deus por tanta beleza, por tanta verdade, por tanto amor?
Poderá também gostar de:
Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (S. Lucas, 10-16)


Ao ler trechos do Evangelho como este acima, eu fico pensando em como o ser humano pode ser tão cego que não consiga perceber a clareza de uma afirmação como esta que Nosso Senhor faz. Ele fala tão claramente! Quem rejeita aqueles apóstolos que Ele escolheu (e os seus sucessores, óbvio, pois senão a Igreja teria acabado com a morte deles, coisa impossível, pois Ele prometeu que as portas do inferno não derrubariam a Igreja e que Ele estaria conosco até o fim dos tempos) rejeita o próprio Senhor.


E como inventam mentiras para tentar encobrir as verdades evangélicas! Como tentam a qualquer custo viver uma vida de acordo com seus achismos, sustentando que suas ideias vieram de sua mente mesmo e não de outras mentes astutas! É triste ver essas pessoas que se julgam muito livres repetindo bobagens inventadas por iluministas, por cientificistas, por espíritas e outros prepotentes de plantão, todas se achando muito independentes, muito não-dogmáticas. Quanta ilusão! Se você perguntar a elas de onde vieram as ideias que defendem, dirão que pensam por si mesmas. Nem mesmo sabem que o que dizem não é mais novidade e que alguém antes delas pensou nisso e espalhou por aí... agora elas repetem as bobagens e se acham superiores aos cristãos. Elas dizem que os cristãos não pensam por si mesmos. Ora, ora, ora, e elas pensam por si mesmas? O que elas defendem hoje já vem sendo defendido há alguns séculos por gente que...odeia a Igreja! Gente que não aceita as verdades evangélicas, gente que nega as palavras de Nosso Senhor.


Falta clareza, falta visão. Mas o que esperar de pessoas cujas mentes estão fora dos trilhos?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PASSAR O BASTÃO

a Historia da Igreja é uma historia de missões. Ao longo dos séculos , aqui e ali, Jesus Cristo chama e envia seus servidores para anunciar a Boa Nova e acender a esperança nos corações. por onde eles passarem, serão a certeza de que Deus continua a acompanhar a humanidade.
Mergulhados nas contigências do tempo e do espaço, os servidores da Igreja seguem os impulsos do Espirito que impele ou impede(cf at 16, 6-9), seja por via direta seja por mediação humana da hierarquia. Quando aceitaramo chamado do Senhor eles sabiam que estavam abrindo mão de sua vontade própria , a exemplo de Maria de Nazaré diante da proposta de Gabriel.
Naturalmente, as preferências pessoais e as intenções pragmáticas devem apagar-se diante de cada chamado de Deus. na prática, nem sempre as comunidades entendem as mudanças e transferências dos servidores de Deus. Chegando ao ponto de propor abaixo-assinados ou formar comissões locais para pressionar os superiores dos institutos diocesanos. Tal comportamento particularista não leva em conta as intenções de Deus e as necessidades da Igreja . Um coração realmente "católico"procura sempre o bem e ultrapassa os interesses particulares.

Vale lembrar os ensinamentos de Madre Teresa de Calcutá: Por mais bonito que seja o seu trabalho, seja desapegado dele , pronto até a abandona-lo. Enquanto você está fazendo bem num determinado lugar, a obediência pode chama-lo para outro lugar. Esteja pronto para partir. O trabalho não é seu. Você está trabalhando pra Jesus.

E- claro- a pronta obediência do servidor ensina ao povo muito mais que todos os sermões e trabalhos realizados por ele no tempo em que esteve conosco

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

a esperança

Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam: A primeira vela disse: - Eu sou a Paz! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar. E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.

A segunda vela disse: - Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. Há pessoas que não querem saber de mim. Não faz sentido continuar queimando. Ao terminar sua fala, um vento leve bateu sobre ela, e ela se apagou. Falando baixinho e com tristeza a terceira vela se manifestou: - Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem até daqueles à sua volta que as amam. E sem demora apagou-se.

De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas. - Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim. Dizendo isso começou a chorar. Então a quarta vela falou: - Não tenha medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança. A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras..."Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós..."

formação Biblica

Origem e Formação da Bíblia

1. Indícios e evidências históricas

O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5).

Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C.

Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico).

2. A tradição oral e a tradição escrita

A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico.

Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi.

A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito.

Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica.

A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ave Maria de um protestante

Um garotinho protestante de apenas 6 anos sempre ouvia seus amiguinhos católicos rezando a Ave-Maria, ele gostava tanto da oração que um dia copiou-a num papel e recitava-a todos os dias. "Olha mamãe que oração linda", disse o garotinho a sua mãe um dia. "Nunca a repita meu filho!", respondeu a mãe. Esta é uma oração supersticiosa dos católicos, que adoram ídolos e pensam que Maria é uma espécie de deusa. Quando na verdade ela não passa de uma mulher como outra qualquer. Pegue esta Bíblia e leia, nela encontramos tudo o que devemos e não devemos fazer.


Daquele dia em diante o garoto cessou suas Ave-Marias diárias, e se dedicou mais a leitura da Bíblia. Um dia quando lia Evangelho, o garoto leu a passagem da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Cheio de alegria, o garoto correu até sua mãe e disse: "Mamãe, eu achei a Ave Maria na Bíblia, aonde diz: 'Ave cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres.' Por que a senhora chamou esta oração de supersticiosa?"


Numa outra ocasião ele encontrou a linda saudação de Santa Isabel á Virgem Maria, encontrou também o maravilhoso Cântico MAGNIFICAT, no qual Maria profetiza: "as gerações me chamarão bem aventurada".


O garotinho não mais comentou tais passagens com sua mãe, mas voltou a recitar secretamente suas Ave-Marias todos os dias, como fazia anteriormente. Ele sentia prazer em recitar aquelas fascinantes palavras para a Mãe de Jesus, Nosso Salvador.


Aos 14 anos ele escutou os membros de sua família discutindo entre eles sobre Nossa Senhora. Todos eles diziam que Maria era uma mulher comum como qualquer outra. O garoto, depois de ouvir estas absurdas afirmações, não aguentou mais ouvir tais insultos, e com indignação interrompeu-os dizendo:


"Maria não é como qualquer filha de Adão, manchada pelo pecado. Não! O anjo chamou-a de Cheia de Graça e Bendita entre todas as mulheres. Maria é a mãe de Jesus Cristo, e consequentemente Mãe de Deus. Não existe dignidade maior para com uma criatura. O Evangelho nos conta que as gerações a chamarão de abençoada/bem aventurada, e vocês ficam desmerecendo e menosprezando-a?"


A fala do garoto deixou uma impressão tão profunda que conseguiu, por várias vezes, fazer sua mãe chorar de dor. "Ah meu Deus! Tenho medo deste meu menino um dia se juntar a religião Católica, a religião dos Papas!".


E realmente não demorou muito, depois de um estudo sobre o Protestantismo e o Catolicismo, o garoto descobriu mais tarde a única e verdadeira religião, e abraçou-a.


Algum tempo após sua conversão, ele encontrou com sua irmã casada que censurou-o dizendo: Você sabe o quanto eu amo meus filhos. Se algum deles um dia desejar virar católico como você, eu preferirei perfurar o coração deles com um punhal do que permiti-los abraçar a religião dos Papas.


A fúria dela era tão profunda quanto à de São Paulo antes de sua conversão. De qualquer forma, ela iria mudar esse seu jeito, igual a São Paulo no caminho a Damasco. Ocorreu então que um dos filhos dela ficou perigosamente doente, e os médicos já haviam perdido a esperança de recuperação.


Aí o irmão chegou até ela e conversou afetivamente dizendo: Minha querida irmã, naturalmente você deseja que sua criança seja curada. Muito bem então, faça o que eu lhe pedir, apenas faça! Siga-me, vamos rezar uma Ave-Maria e prometer a Deus que, se sua criança recuperar a saúde, você irá estudar seriamente a Doutrina Católica, e você chegará à conclusão de que o catolicismo é a única e verdadeira religião, e não importa quão grande seja este sacrifício, mas você irá abraçar esta fé.


Sua irmã estava relutante no começo, mas como ela desejava a recuperação do seu filho, ela aceitou a proposta do irmão e rezou a Ave-Maria com ele. No dia seguinte o filho dela estava completamente curado. A mãe cumpriu sua promessa e estudou a Doutrina Católica. E após uma longa preparação ela recebeu o sacramento do Batismo juntamente com o restante de seus familiares, e agradeceu seu irmão por ter sido um apóstolo para ela.


Essa história foi relatada num sermão dado pelo Padre Tuckwell, que continuou o sermão dizendo:


"O garoto que virou católico e converteu sua irmã e familiares ao catolicismo, dedicou sua vida inteira ao serviço de Deus. Aquele garoto virou padre e está a falar com vocês neste exato momento! O que sou, devo a Nossa Senhora

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O AVISO

Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.

Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.

Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública.

Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias.

Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias.

Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.

Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus.

Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo.

Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.

Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.

Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.

Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.

Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.

Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança.

Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.

Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.

Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir.

Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.

Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a idéia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.

* * *

Muitas vezes, os Anjos nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.

Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.

Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.

ONDE ENCONTRAR-TE SENHOR

Certa noite, em desespero,
pela ausência de afetos longínquos,
ousei perguntar-te:
Jesus, porque me abandonaste?
E Tu, na imensidão de Tua capacidade,
não me respondeste de imediato...

Mas... tão logo meu corpo dormiu,
transportei-me espiritualmente,
para o lugar onde vivi
a infância que jamais esqueci...

E então, já no chão,
onde tanto um dia sorri, olhei para o Alto,
e, em êxtase, avistei no zênite,uma luz...
esférica, intensamente brilhante, prateada...
que começou a descer, em direção a mim
e me fez estremecer...

Vibrei de intensa emoção!
O magnetismo exalado me imobilizou
e quando a esfera luninosa estava bem perto,
ela transformou-se numa face,
a tua face, JESUS!

Nada me disseste, mas...
fixaste-me tão intensamente,
que em Teu olhar captei,
todo carinho sincero, que tanto desejei.

Extasiei-me!
Senti-me importante para Ti,
nada no mundo se compara,
à Tua oferta de afeição!

Jesus, muitos precisam de Ti
e não sabem que é tão fácil encontrar-Te;
quantos em desespero imenso,
atiram-se de despenhadeiros,
não conseguindo compreender,
que Tu estás tão perto...
no coração do aflito,
na meiguice da criança,
no lar do necessitado,
na vida do amado velho
e também no singelo livro,
chamado EVANGELHO

REFLEXÕES

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um
marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego
que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo
isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo
o tempo e a sua vida estava deficitária em
algumas áreas.
Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava
dos filhos,se surgiam problemas, ela deixava de lado
o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram
sempre deixadas para depois.
Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe
deu um presente: uma flor muito cara e raríssima,
da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo.
E disse à ela: - Filha, esta flor vai te ajudar muito
mais do que você imagina! Você terá apenas que
regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes
conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em
troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era
de uma beleza sem igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o
trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida,
que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa,olhava a flor e as flores ainda
estavam, lá, não mostravam sinal de fraqueza
ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.
Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais
nem menos, a flor morreu.
Ela chegou em casa e levou um susto!
Estava completamente morta, suas raízes estavam
ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o
que havia acontecido. Seu pai então respondeu: - Eu
já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te
dar outra flor,porque não existe outra igual a essa,
ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua
família. Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas
você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar
atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos
também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre
lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu
de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!

E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem lhe
dado? Lembre-se da flor, pois como ela são as bênçãos
do Senhor: Ele nos dá, mas nós é que temos que cuidar delas

terça-feira, 8 de março de 2011

resposta católica idolatria adoração de santos

Ex-Pastor Sideneh Veiga - Eucaristia

Ex-Pastor Sideneh Veiga - Eucaristia

TESTEMUNHO EX PROTESTANTE HOJE IRMA THEMIS

CARNAVAL

Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO


ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.



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O Carnaval teve a sua origem em festas romanas, com seus “Carros Navais”, festejando conquistas ou outros feitos romanos. Depois, festas populares, no início de cada ano, fazendo críticas às autoridades da época. Daí começaram a aparecer as “Máscaras”, os mascarados. Mais tarde,na era cristã, os cristãos faziam festas antes dos quarenta dias, que depois tomaram o nome de Quaresma, iniciando uma preparação para a celebração da Páscoa.



Como, durante a Quaresma os cristãos deviam fazer a penitência e observar a abstinência de carne, de início foi uma celebração religiosa, aos poucos também, foi degenerando-se. Tornou-se no dito popular, a DESPEDIDA DA CARNE. No latim, CARNE, VALEI! Ó carne, adeus! Daí se originou a palavra CARNAVAL. O Carnaval, na sua origem, - não com este nome – era uma festa comemorativa de algum feito importante e, depois, na era cristã, um momento de preparação para a Páscoa.



Hoje, para muitos, ao que parece, o carnaval se tornou realmente uma festa da carne se contrapondo à festa do espírito, da pessoa humana. A liberdade, dom precioso dado ao ser humano pelo seu Criador não é respeitada, nem valorizada, mas desvalorizada, tornando, o ser humano, pior do que o animal irracional e até mesmo inferior aos instintos. O sexo, também obra de Deus, é desrespeitado, abusado, usado desenfreadamente, de uma maneira pior que os próprios animais irracionais, como busca única e exclusivamente com prazer. É a busca de uma alegria que termina na quarta-feira como verdadeira cinza do tempo que passou.



As pessoas, que relativizaram os valores morais do Evangelho, se esquecem dos problemas seus e dos outros e se dedicam à orgia, como se esta fosse à solução para todos os males. Infelizmente, não é. E, como tudo é permitido, muitas pessoas se tornam escravas de seus instintos, prejudicam-se, prejudicam outras pessoas e, quando tudo passa, vem o arrependimento, um vazio enorme, um coração insatisfeito. Isto, quando o arrependimento vem, porque parece que muitos ficam dopados e se esquecem do que fizeram de mau.



Algumas pessoas ficaram tão viciados no carnaval que inventaram, em cada região, o carnaval fora de época.



É hora de uma reflexão séria, profunda e comprometedora. O mundo não pode afastar-se de seu Criador. Para aqueles que acreditam em Deus é preciso seguir fielmente os ensinamentos de seu Filho Jesus, empenhando-se cada vez mais na luta pela paz, pela saúde, pela solidariedade, pela justiça, pela fraternidade, por uma vida melhor, pela vida do nosso Planeta Terra(Campanha da Fraternidade de 2011).O mundo está precisando de Deus, de oração, de viver cada dia trabalhando pela paz, pela saúde dos irmãos, por uma vida melhor para cada um.



Infelizmente, grande parte da humanidade, diante das mazelas do mundo sem Deus e das violências oriundas da própria guerra em terras distantes e perto, se refugia na orgia, mas isto só cria um círculo vicioso, como o do bêbado visitado pelo Pequeno Príncipe, que bebia para esquecer que é um ébrio.



Que os homens de boa vontade se encham de coragem e encontrem uma maneira de mostrar ao mundo que estamos trabalhando contra nós mesmos, não sabendo usar o dom da liberdade que Deus Criador nos concedeu.



A Ressurreição de Jesus, a sua e a nossa Páscoa, para o qual nos preparamos é um verdadeiro e importante acontecimento que o Pai preparou para nós. Vamos comemorá-lo condignamente

MARIA MÃE DA IGREJA

A Igreja sempre venerou Maria como sua mãe. Mesmo porque há uma razão lógica: ela é a Mãe de Jesus, cabeça da Igreja e a Igreja é o corpo místico de Cristo, princípio e primogênito de todas as criaturas celestes e terrestres (Ef 1,18). Por isso mesmo, Maria é a mãe de todos os que nasceram pelo Cristo, tornaram-se irmão de Cristo e em Cristo, e são herdeiros de sua graça, sua vida e sua glória.


Foi, porém, em pleno Concílio Ecumênico Vaticano II, no dia 21 de novembro de 1964, que o Papa Paulo VI deu solenemente a Maria o título de "Mãe da Igreja". Os Bispos do mundo inteiro acabavam de assinar a Constituição Dogmática Lumen Gentium, sobre a Igreja, e o Papa acabara de promulgar, em sessão pública, o novo documento, que implantaria os rumos futuros da eclesiologia e da prática pastoral. Diferentemente do que se pensara na fase preparatória do Concílio, os Padres Conciliares não fizeram um documento especial sobre o papel de Maria na história da salvação, mas inseriram a doutrina mariana, a pessoa de Maria e sua função como co-redentora, no próprio documento sobre a Igreja, ressaltando a Mãe de Jesus como membro, tipo e modelo da Igreja.



Maria é vista conexa ao mistério trinitário, em sua dimensão cristológica, pneumatológica (Espírito Santo) e eclesiológica. Logo no início do capítulo VIII da Lumen Gentium, intitulado "A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja", marca-se toda a linha de doutrina: "A Virgem Maria, que na Anunciação do Anjo recebeu o Verbo de Deus no coração e no corpo e trouxe ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor. Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime e unida a ele por um vínculo estreito e indissolúvel, é dotada com a missão sublime e a dignidade de ser a Mãe do Filho de Deus, e por isso filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo. Por esse dom de graça exímia supera de muito todas as outras criaturas celestes e terrestres. Mas, ao mesmo tempo, está unida, na estirpe de Adão, com todos os homens a serem salvos. Mais ainda: é verdadeiramente a mãe dos membros (de Cristo), porque cooperou pela caridade para que, na Igreja, nascessem os fiéis que são membros desta Cabeça. Por causa disso, é saudada também como membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade. E a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como mãe amantíssima" (n. 53). Este parágrafo contém os pontos desenvolvidos nessa parte do documento.



Reconheceu o Papa Paulo VI naquele discurso de encerramento da terceira sessão do Concílio que era a primeira vez que um Concílio Ecumênico apresentava síntese tão vasta da doutrina católica acerca do lugar que Maria Santíssima ocupa no mistério de Cristo e da Igreja. E, emocionado, afirmou que queria consagrar à Virgem Mãe um título que sintetizasse o lugar privilegiado de Maria na Igreja. E declarou: "Para a glória da Virgem e para o nosso conforto, proclamamos Maria Santíssima Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis quanto dos pastores, que a chamam de Mãe amorosíssima. E queremos que, com este título suavíssimo, seja a Virgem doravante ainda mais honrada e invocada por todo o povo cristão". Alguns anos mais tarde, no dia 15 de março de 1980, o título foi acrescentado à Ladainha lauretana, logo depois da invocação "Mãe de Jesus Cristo".



No mesmo solene discurso, Paulo VI lembrou que o título não era novo para a piedade dos cristãos, porque desde os primórdios do Cristianismo Maria foi amada como mãe e o povo sempre recorreu a ela como um filho recorre à mãe. E argumentou: "Efetivamente, assim como a maternidade divina é o fundamento da especial relação de Maria com Cristo e da sua presença na economia da salvação, operada por Cristo Jesus, assim também constitui essa maternidade o fundamento principal das relações de Maria com a Igreja, sendo ela Mãe daquele que, desde o primeiro instante de sua encarnação, uniu a si, como cabeça, o seu corpo místico, que é a Igreja".



Cito mais um trecho do discurso do Papa em que fala de Maria, imaculada, sim, mas ligada a nós pecadores por laços estreitíssimos: "Embora na riqueza das admiráveis prerrogativas, com que Deus a ornou para fazê-la digna Mãe do Verbo Encarnado, está ela pertíssimo de nós. Filha de Adão como nós e por isso nossa irmã por laços de natureza, ela é a criatura preservada do pecado original em vista dos méritos do Salvador; aos privilégios obtidos, junta a virtude pessoal de uma fé total e exemplar... Nela, toda a Igreja, na sua incomparável variedade de vida e de obras, acha a forma mais autêntica da perfeita imitação de Cristo".



Ninguém, que chega à Praça São Pedro, em Roma, deixa de se impressionar com a imensa colunata de Bernini, construída em mármore e pedra, como um grande, afetuoso e festivo abraço de acolhimento aos peregrinos. Por cima da colunata, 140 estátuas de tamanho natural, de santos e santas nascidos nas mais diferentes camadas sociais, representam visivelmente a comunhão dos santos, que não é coisa do passado ou apenas do céu, mas a família viva que se une aos cristãos que entram na Basílica. Ora, Nossa Senhora não figura entre os santos da colunata.



O Papa João Paulo II, em 1981, mandou colocar na parte externa e alta da Secretaria de Estado, que olha para a Praça de São Pedro, a imagem de Maria Mãe da Igreja. Todos a vêem de qualquer ponto da Praça. Trata-se de uma cópia feita em mosaico da conhecida como Nossa Senhora da Coluna. Assim chamada, porque seu original estava pintado numa coluna de mármore da primitiva basílica de São Pedro. Quando essa foi destruída, em 1607, para dar lugar à grande Basílica como a temos hoje, a parte da coluna com a imagem foi posta, na nova igreja, sobre o altar que abriga as relíquias de três papas, os três com o nome de Leão (II, III e IV), onde está até hoje. Dessa pintura, de autor anônimo, foi feito o mosaico que agora domina discretamente a Praça. Vestida de azul celeste, Maria tem nos braços, em gesto de oferecimento ao povo, o Menino que, sorridente, abençoa com a mão direita, à moda grega. Ambos, Mãe e Filho, olham para longe, como que contemplando a Praça, a Cidade e o mundo, derramando sobre todos um olhar de inefável bondade, trazendo à memória a parte final da Lumen Gentium, onde Maria é considerada sinal de segura esperança e de conforto ao povo de Deus em peregrinação (n. 68).

Sob a imagem, em grandes letras de bronze, legíveis da Praça, está escrito: "Mater Ecclesiæ" (Mãe da Igreja).



Paulo VI, que dera a Maria o título oficial de "Mãe da Igreja", desenvolveu o tema na Exortação Apostólica sobre o Culto à Virgem Maria, um dos documentos mais bonitos de seu pontificado. O Papa apresenta, através das festas marianas do calendário litúrgico, Maria como modelo da Igreja, e pede que suas considerações de ordem bíblica, litúrgica, ecumênica e antropológica sejam levadas em conta na orientação da piedade popular e na elaboração das novas orações marianas (n. 29). O Papa fala de Maria como modelo de quem sabe ouvir e acolher a Palavra de Deus com fé. Esta é uma missão específica da Igreja: escutar, acolher, proclamar, venerar e distribuir a Palavra de Deus como pão de vida (n. 17). Fala de Maria como modelo de pessoa orante e intercessora. Ora, a Igreja todos os dias apresenta ao Pai as necessidades de seus filhos, louva sem cessar o Senhor e intercede pela salvação do mundo (n. 18). Fala de Maria Virgem e Mãe, modelo da fecundidade da virgem-Igreja, que se torna mãe, porque, pelo batismo, gera os filhos concebidos pela ação do Espírito Santo (n. 19). Fala de Maria, que oferece ao Pai o Verbo encarnado, sobretudo aos pés da Cruz, onde ela se associou como mãe ao sacrifício redentor do filho. Diariamente a Igreja oferece o sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição de Jesus (n. 20).



Quando falamos de Maria como modelo, há o perigo de vê-la longínqua, ou ao menos fora de nós, como vemos os nossos heróis. Na verdade, Maria é parte essencial da Igreja. Podemos dizer que a Igreja está dentro de Maria e Maria está dentro da Igreja. Essa verdade foi acentuada, sobretudo, pelo Papa João Paulo II na encíclica Redemptoris Mater, que leva o sugestivo título: A Bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho: "Existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. E a pessoa que une esses dois momentos é Maria: Maria em Nazaré e Maria no Cenáculo de Jerusalém" (n. 24). Depois de acentuar Maria no centro da vida da Igreja, conclui o Papa: "A Virgem Maria está constantemente presente na caminhada de fé do Povo de Deus" (n. 35). "A Igreja mantém em toda a sua vida, uma ligação com a Mãe de Deus que abraça, no mistério salvífico, o passado, o presente e o futuro; e venera-a como Mãe da humanidade" (n. 47).



Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M

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MARIA MÃE DE DEUS

Maria - Mãe de Deus




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Resumidamente, podemos dizer que Nossa Senhora é Mãe de Deus e não da divindade. Ou seja, Ela é Mãe de Deus por ser Mãe de Jesus, pois as duas naturezas (a divina e a humana) estão unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo.



A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito antiga. Ela nasceu com Nestório, então bispo de Constantinopla.



Mas, afinal, por que Nossa Senhora é Mãe de Deus?



Vamos provar pela razão, pela Sagrada Escritura e pela Tradição que Nossa Senhora é Mãe de Deus.



A pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo



Se perguntarmos a alguém se ele é filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lançará um olhar de espanto. E teria razão.



O homem, como sabemos, é composto de corpo e alma, sendo esta a parte principal do seu ser, pois comunica ao corpo a vida e o movimento.



A nossa mãe terrena, todavia, não nos comunica a alma, mas apenas o nosso corpo. A alma é criada diretamente por Deus. A mãe gera apenas a parte material deste composto, que é o seu ser. E como é que alguém pode, então, afirmar que a pessoa que nos dá à luz é nossa mãe?



Se fizéssemos essa pergunta a qualquer pessoa sincera e instruída que não aceite que Maria é a mãe de Deus, ela mesmo responderia com tranqüilidade: "é certo, a minha mãe gera apenas o meu corpo e não a minha alma, mas a união da alma e do corpo forma este todo que é a minha pessoa; e a minha mãe é mãe de minha pessoa.



Sendo ela mãe de minha pessoa, composta de corpo e alma, é realmente a minha mãe."



Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Maria Santíssima.



Há em Jesus Cristo "duas naturezas": a natureza divina e a natureza humana. Reunida, constituem elas uma única pessoa, a pessoa de Jesus Cristo.



Nossa Senhora é Mãe desta única pessoa que possui ao mesmo tempo a natureza divina e a natureza humana, como a nossa mãe é a mãe de nossa pessoa. Ela deu a Jesus Cristo a natureza humana; não lhe deu, porém, a natureza divina, que vem unicamente do Padre Eterno.



Maria deu, pois, à Pessoa de Jesus Cristo a parte inferior - a natureza humana, como a nossa mãe nos deu a parte inferior de nossa pessoa, o corpo.



Apesar disso, nossa mãe é, certamente, a mãe da nossa pessoa, e Maria é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo.



Notemos que em Jesus Cristo há uma só pessoa, a pessoa divina, infinita, eterna, a pessoa do Verbo, do Filho de Deus, em tudo igual ao Padre Eterno e ao Espírito Santo. E Maria Santíssima é a Mãe desta pessoa divina. Logo, ela é a Mãe de Jesus, a Mãe do Verbo Eterno, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a Mãe de Deus, pois tudo é a mesma e única pessoa, nascida do seu seio virginal.



A alma de Jesus Cristo, criada por Deus, é realmente a alma da pessoa do Filho de Deus. A humanidade de Jesus Cristo, composta de corpo e alma, é realmente a humanidade do Filho de Deus. E a Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe deste Deus, revestido desta humanidade; é a Mãe de Deus feito homem.



Ela é a Mãe de Deus - "Maria de qua natus est Jesus": "Maria de quem nasceu Jesus" (Mt 1, 16).



Note-se que Ela não é a Mãe da divindade, como nossa mãe não é mãe de nossa alma; mas é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo, como a nossa mãe é mãe de nossa pessoa.



A pessoa de Nosso Senhor é divina, é a pessoa do Filho de Deus. Logo, por uma lógica irretorquível, Ela é a Mãe de Deus.



A conseqüência da negação da maternidade divina é a negação da Redenção



Agora, qual é o fundo do problema dessa heresia? Analisemos alguns pormenores e algumas conseqüências de se negar a maternidade divina de Nossa Senhora.



O inventor da absurda negação foi Nestório, o indigno sucessor de S. João Crisóstomo, na sede de Constantinopla.



A subtilidade grega havia suscitado vários erros a respeito da pessoa de Jesus Cristo!



Sabélio pretendeu aniquilar a personalidade do Verbo. Ario procurou arrebatar a esta personalidade a áureola divinal; negaram os docetas a realidade do corpo de Jesus Cristo e os Apolinaristas, a alma humana de Cristo.



Tudo fora atacado pela heresia, na pessoa de Nosso Senhor; mas a cada heresia que surgia a Igreja infalível, sob a direção do Papa de Roma, saia em defesa da única e imperecível verdade: da pessoa do Verbo divino contra Sabélio; da divindade desta pessoa, contra Ário; da realidade do corpo humano de Jesus, contra os Apolinaristas.



Bastava apenas um ponto central para suportar o ataque da parte dos hereges: era a união das duas naturezas, divina e humana, em Jesus Cristo.



Caberia a Nestório levantar esta heresia, e aos filhos de Lutero continuarem a defender este erro grotesco.

Foi em 428 que o indigno Patriarca Nestório começou a pregar que havia em Jesus Cristo duas pessoas: uma divina, como filho de Deus; outra humana, como filho de Maria.



Por isso conclui o heresiarca, Maria não pode ser chamada Mãe de Deus, mas simplesmente Mãe de Cristo ou do homem.



Concebe-se o alcance de uma tal negação. Se as duas naturezas, a divina e a humana, não são hipostaticamente unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo, de modo a formar uma única pessoa, desaparece a Encarnação e a Redenção, porquanto o Filho de Deus, não se tendo revestido de nossa natureza, não pode ser o nosso Redentor. Somente o homem Jesus sofreu. Ora, o homem, como ser finito, só pode fazer obras finitas. Logo, a Redenção não é mais de um valor infinito; Jesus Cristo não pode mais ser adorado, pois é apenas um homem; o Salvador não é mais o Homem-Deus. Tal é o erro grotesco que Nestório, predecessor de Lutero, não temeu lançar ao mundo.



Ora, os protestantes não querem levar às últimas conseqüências a negação da maternidade divina de Nossa Senhora. Admitem em Jesus Cristo duas naturezas e uma pessoa, mas lhes repugna a união pessoal (hipostática) das duas naturezas na única pessoa de Jesus Cristo.



Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem: Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Senhora, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade, é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano ou cairíamos no absurdo de dizer que Deus é mortal!



Os protestantes, admitindo que Jesus Cristo nasceu de Maria - e não podem negá-lo, pois está no Evangelho (Mt 1, 16) -, devem admitir: que a pessoa deste Jesus é divina; que Nossa Senhora é a Mãe desta pessoa; que ela é, portanto, Mãe de Deus! É um dilema sem saída do ponto de vista racional.



O Concílio de Éfeso:



Quando o heresiarca Ário divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundi-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho a suplantar o herege Pelágio, e S. Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente.



Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por S. Cirílo e condenou-a como errônea, anti-católica, herética.

S. Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.



Pode-se resumi-las em três pontos:



1) Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;



2) A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Cristo, que é Deus;



3) Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é: denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.



Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.



Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. S. Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante os bispos reunidos.



Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.



Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.



Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria "Mãe de Deus", num imenso brado ecoou a exclamação: "Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!"



Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte".



Provas da Santa Escritura



Para iluminar com um raio divino esta verdade tão bela e fundamental, recorramos à Sagrada Escritura, mostrando como ali tudo proclama este título da Virgem Imaculada.



Maria é verdadeiramente Mãe de Deus.



Ela gerou um homem hipostaticamente unido à divindade; Deus nasceu verdadeiramente dela, revestido de um corpo mortal, formado do seu virginal e puríssimo sangue.



Embora, no Evangelho, Ela não seja chamada expressamente "Mãe de Cristo" ou "Mãe de Deus", esta dignidade deduz-se, com todo o rigor, do texto sagrado.



O Arcanjo Gabriel, dizendo à Maria: "O santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35), exprime claramente que ela será Mãe de Deus.



O Arcanjo diz que o Santo que nascerá de Maria será chamado o Filho de Deus. Se o Filho de Maria é o Filho de Deus, é absolutamente certo que Maria é a Mãe de Deus.



Repleta do Espírito Santo, Santa Isabel exclama: "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43).



Que quer dizer isso senão que Maria é a Mãe de Deus? Mãe do Senhor ou "Mãe de Deus" são expressões idênticas.



S. Paulo diz que Deus enviou seu Filho, feito da mulher, feito sob a lei (Galat. 4, 4).



O profeta Isaías predisse que a Virgem conceberia e daria à luz um Filho que seria chamado Emanuel ou Deus conosco (Is 7, 14). Qual é este Deus? É necessariamente Aquele que, segundo o testemunho de S. Pedro, não é nem Jeremias, nem Elias, nem qualquer outro profeta, mas, sim, o Cristo, o Filho de Deus vivo.



É aquele que, conforme a confissão dos demônios, é: o Santo de Deus.



Tal é o Cristo que Maria deu à luz.



Ela gerou, pois, um Deus-homem. Logo, é Mãe de Deus por ser Mãe de um homem que é Deus e que, sendo Deus, Redimiu o gênero humano.



A Doutrina dos Santos Padres, a Tradição:



Tal é a doutrina claramente expressa no Evangelho, e sempre seguida na Igreja Católica.



Os Santos Padres, desde os tempos Apostólicos até hoje, foram sempre unânimes a respeito desta questão; seria uma página sublime se pudéssemos reproduzir as numerosas sentenças que eles nos legaram.



Citemos pelo menos uns textos dos principais Apóstolos, tirados de suas "liturgias" e transmitidas por escritores dos primeiros séculos.



Santo André diz: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu." (Sto Andreas Apost. in transitu B. V., apud Amad.).



São João diz: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana." (S. João Apost. Ibid).



S. Tiago: "Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia).



S. Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

Orígenes (Sec. II) escreve: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom. I, in divers.)



Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.).

Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).



S. Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerôn. in Serm. Ass. B. V.).



Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).



E assim por diante.



Todos os Santos Padres rivalizaram em amor e veneração, proclamando Maria: Santa e Imaculada Mãe de Deus.

Terminemos estas citações, pela citação do argumento com que S. Cirilo refutou Nestório:



"Maria Santíssima, diz o grande polemista, é Mãe de Cristo e Mãe de Deus. A carne de Cristo não foi primeiro concebida, depois animada, e enfim assumida pelo Verbo; mas no mesmo momento foi concebida e unida à alma do Verbo. Não houve, pois, intervalo de tempo entre o instante da Conceição da carne, que permitiria chamar Maria "Mãe de um homem", e a vinda da majestade divina. No mesmo instante a carne de Cristo foi concebida e unida à alma e ao Verbo".



Vê-se, através destas citações, que nenhuma dúvida, nenhuma hesitação existe sobre este ponto no espírito dos Santos Padres. É uma verdade Evangélica, tradicional, universal, que todos aceitam e professam.



Conclusão: Dever de culto à Mãe de Deus



Maria é Mãe de Deus... é absolutamente certo. Esta dignidade supera todas as demais dignidades, pois representa o grau último a que pode ser elevada uma criatura.



Oro, toda dignidade supõe um direito; e não há direito numa pessoa, sem que haja dever noutra.



Se Deus elevou tão alto a sua Mãe, é porque Ele quer que ela seja por nós honrada e exaltada.



Não estamos bastante convencidos desta verdade, porque, comparando Maria Santíssima com as outras mães, representamo-nos a qualidade de Mãe de Deus sob seu aspecto exterior e acidental, enquanto na realidade a base de sua excelência ela a possui em seu "próprio ser moral", que influi em seu "ser físico".



Maria concebeu o Verbo divino em seu seio, porém esta Conceição foi efeito de uma plenitude de graças e de uma operação do Espírito Santo em sua alma.



Pode-se dizer que a mãe não se torna mais recomendável por ter dado à luz um grande homem, pois isto não lhe traz nenhum aumento de virtude ou de perfeição; mas a dignidade de Mãe de Deus, em Maria Santíssima, é a obra de sua santificação, da graça que a eleva acima dos próprios anjos, da graça a que ela foi predestinada, e na qual foi concebida, para alcançar este fim sublime de ser "Mãe de Deus": é a sua própria pessoa.



Diante de tal maravilha, única no mundo e no céu, eu pergunto aos pobres protestantes: não é lógico, não é necessário, não é imperioso que os homens louvem e exaltem àquela que Deus louvou e exaltou acima de todas as criaturas?



Se fosse proibido cultuar à Santíssima Virgem, como querem os protestantes, o primeiro violador foi o próprio Deus, que mandou saudar à Virgem Maria, pelo arcanjo S. Gabriel: "Ave, cheia de graça!" (Lc 1, 28).



Santa Isabel: "Bendita sois vós entre as mulheres" (Lc 1, 42)



Igualmente, a própria Nossa Senhora nos diz: "Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada..." (Lc 1, 48).



Todos esses atos indicam o culto à Nossa Senhora, a honra que lhe é devida.



O Arcanjo é culpado, Santa Isabel é culpada, os evangelistas são culpados, os santos são culpados e 19 séculos de cristianismo também... Só os protestantes não...



Desde os primórdios do Cristianismo, como já vimos, era comum o culto à Maria Santíssima.



Em 340, S. Atanásio, resumindo os dizeres de seus antecessores nos primeiros séculos, S. Justino, S. Irineu, Tertuliano, e Orígenes, exclama: "Todas as hierarquias do céu vos exaltam, ó Maria, e nós, que somos vossos filhos da terra, ousamos invocar-vos e dizer-vos: Ó vós, que sois cheia de graça, ó Maria, rogai por nós!"



Nas catacumbas encontram-se, em toda parte, imagens e estátuas da Virgem Maria.



O culto de Nossa Senhora não é um adorno da religião, mas uma peça constitutiva, parte integral, e indissoluvelmente ligada a todas as verdades e mistérios evangélicos. Querer isolá-lo do conjunto da doutrina de Jesus Cristo é vibrar golpe mortal na religião inteira, fazê-la cair, e nada mais compreender da grandeza em que Deus vem unir-se às criaturas.



Nossa Senhora é Mãe de Deus: "Maria de qua natus est Jesus!"



Tudo está compendiado nesta frase. Maria, simples criatura; Jesus, Deus eterno; e a encarnação "de qua natus est"; afinal, a união indissolúvel que produz o nascimento, entre o Filho e a Mãe, a grande e incomparável obra-prima de Deus.



Ele pode fazer mundos mais vastos, um céu mais esplêndido, mas não pode fazer uma Mãe maior que a Mãe de Deus! (S. Bernardo Spec. B.V. c 10). Aqui Ele se esgotou. É a última palavra de seu poder e de seu amor!

HOMILIA

O QUE DIZ A IGREJA SOBRE A NATUREZA DA HOMILIA:

*É  COMPREENDIDA NO CONTEXTO CELEBRATIVO
*ESTÁ RELACIONADA COM A VIDA CONCRETA DA COMUNIDADE ECLESIAL
*ESTÁ INSERIDA NO PROJETO PASTORAL DA IGREJA
*É COMUNICAÇÃO NÃO-RITUALIZADA DA PALAVRA DIVINA
*TEM UMA RICA E VARIADA TRADIÇÃO EM SUAS FORMAS E CARACTERÍSTICAS.
*NASCE DO PODER E DA EFICÁCIA DA PALAVRA DE DEUS
*É SUSTENTÁCULO E VIGOR PARA A IGREJA, FIRMEZA DE FÉ, ALIMENTO DA ALMA, *PERENE FONTE DE VIDA ESPIRITUAL.
* DELA NASCE O MINISTÉRIO DA PALAVRA, PREGAÇÃO, CATEQUESE, INSTRUÇÃO CRISTÃ.
*NA CELEBRAÇÃO DA LITURGIA, É MÁXIMA A IMPORTÂNCIA DA SAGRADA ESCRITURA, POIS NELA SÃO LIDAS AS LIÇÕES E EXPLICADAS  NA HOMILIA, É NELA TAMBÉM QUE OS GESTOS E SINAIS ENCONTRAM SUAS SIGNIFICAÇÕES.
*A NATUREZA  DA HOMILIA BROTA NO CONTEXTO DA LITURGIA DA PALAVRA, COMO  PROLONGAMENTO DA PROCLAMAÇÃO BIBLICA, APÓS AS LEITURAS E ANTES DAS RESPOSTAS DA ASSEMBLÉIA.
*ELA EXORTA À ACOLHIDA DESTA PALAVRA, COMO PALAVRA DE DEUS (TS 2,13), E PÔ-LA EM PRÁTICA.
*O PADRE SEJA O COODENADOR DA ASSMBLÉIA LITÚRGICA , MAS ANTES APRENDA O QUE REALIZA E VIVA O QUE DIZ
*SUA NATUREZA É DIALOGAL E INTERATIVA.
( O povo de DEus reúne-se antes de mais nada, por meio  da Palavra do Deus vivo, que todos t~em direito  de procurar nos lábios do sacerdote (Presbyterorum Ordinis)  Este príncipio vale durante toda a história do povo de DEus, mesmo que variem os sujeitos de cujos lábios sai a Palavra através da qual se revela e se doa a seu povo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

carta de um bebe

Oi mamãe tudo Bom?




Eu estou bem, graças a Deus! Faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha. Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe. Outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebida. Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo!





Mamãe, já se passou um mês desde que fui concebida, e já começo a ver como o meu corpinho começa a se formar, quer dizer, não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade! Estou muito feliz! Mas tem algo que me deixa preocupada. Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.



Mamãe, já se passaram dois meses e meio, estou muito feliz com minhas novas mãozinhas e tenho vontade de usá-las para brincar...Mamãezinha, me diga o que foi? Por que você chora tanto todas as noites? Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro? Vocês não me querem mais ou o que é? Vou fazer o possível para que me queiram...



Já se passaram 3 meses, mamãe, te noto muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confusa. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita amanhã. Não entendo, eu me sinto muito bem... por acaso você se sente mal mamãe?



Mamãe, já é dia, onde vamos? O que está acontecendo mamãe?? Porque choras?? Não chore, não vai acontecer nada...



Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas. Ei!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha?? É um brinquedo novo?? Olha!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa?? Mamãe!!! Espere, essa é a minha mãozinha!!! Moço, porque a arrancou?? Não vê que me machuca?? Mamãe, me defenda!!!! Mamãe, me ajude!!! Não vê que ainda sou muito pequena para me defender sozinha?? Mamãe, a minha perninha, estão arrancando!!! Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar. Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte.....ai.....mamãe, já não consigo mais.... ai.... mamãe, mamãe, me ajude....



Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão. Por favor, não chore, lembre-se que te amo muito e que estarei aqui te esperando com muitos abraços e beijos.



Te amo muito Seu bebê.



Tenhamos consciência. Digamos NÂO ao aborto!!! VC que têm dissernimento ensine como Jesus ensionou, não guarde para ti.



"Eu ainda vivo, diz o Senhor, e estarei sempre disposto a socorrer-te e consolar-te mais do que nunca, se puseres em mim a tua confiança e me invocares com temor"

(Imitação de Cristo)



Se alguém ler esta mensagem e, ainda, pensa em fazer aborto...Pense mais um pouco...Deus disse que tudo nos é permitido mas nem tudo nos convêm.



Se você já fez Deus te perdoa, te cura do trauma e te ama...Não sofra mais.

a parabola do cavalo

"Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.




Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não havia se machucado. Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate.



Tomou, então, a difícil decisão: Determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.



E assim foi feito. Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.



Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.



Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguiu sair!...



" Se você estiver "lá embaixo", sentindo-se pouco valorizado, e quando, certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio, lembre-se do cavalo desta história."



Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela. E quanto mais jogarem, mais você vai subindo, subindo, subindo...



Sorrindo, sorrindo, sorrindo...



Hoje não há nada mais urgente que a conversão. Com Jesus tudo, sem Maria, nada!

construindo a Igreja

Construindo a Igreja






"Quando vossos filhos vos perguntarem: 'Que significa este rito?', respondereis: 'É o sacrifício da Páscoa do Senhor, quando ele passou diante das casas dos filhos de Israel no Egito, ferindo os Egípcios e livrando nossas casas' ". Então o povo, ouvindo isto, prostrou-se e adorou. E, saindo dali, os filhos de Israel fizeram o que o Senhor tinha mandado a Moisés e Aarão. (Ex 12, 26-28).





Também hoje, no tempo da Nova Aliança, podemos perguntar, quais crianças que desejam aprender mais, sobre o sentido de nossas celebrações pascais. De fato, a Mãe Igreja nos convocou para caminhar pelo deserto quaresmal, em Retiro popular, vivendo na oração, na penitência e na partilha fraterna, entre nós chamada "Campanha da Fraternidade". Estamos a caminho, olhos fitos na Páscoa, onde o Cordeiro Pascal é imolado.





Durante este tempo, passamos pela estrada da misericórdia, Sacramento da Penitência, confessando nossos pecados e recebendo o dom da reconciliação com Deus. Rezamos mais, damos mais tempo para a escuta da Palavra, com a qual o Senhor nos educa, como pai que cuida dos filhos. Como atletas em treinamento, a quaresma é para nós tempo de exercício, renunciando aos alimentos, para valorizá-los mais, mortificando nossos instintos para que a vida em plenitude, que inclui tudo o que é humano, seja bem vivida.





Se nos perguntarem como celebraremos a Páscoa, nossa resposta será simples e profunda: no Domingo de Ramos, fazendo de nossas cidades a Jerusalém do ano 2000, vamos acompanhar Jesus pelas nossas ruas, com plantas e flores das mãos, pois para nós é sempre "Bendito" o que vem em nome do Senhor. Não ficarão fechadas as portas de nossos corações, pois ele é sempre bem vindo. Viveremos três dias de oração e meditação, como que agasalhados na Casa de Betânia ou no Cenáculo. Na Quinta-feira pela manhã, aprendam os nossos filhos, estaremos juntos em torno da Mesa do Altar, para celebrar a unidade da Igreja, nós que fomos ungidos povo Sacerdotal, escolhido por Deus para anunciar o Reino. Dali, da Missa do Crisma, sabemos que nasce o vínculo que une todas as pessoas que, até o próximo ano, serão marcadas com os óleos sacramentais.





Tudo preparado, ao cair da tarde da Quinta-feira Santa, começaremos a Páscoa! Três olhares diferentes para o mesmo mistério.





A Páscoa do Altar é celebrada com o mandamento Novo, o lava-pés e a Instituição da Eucaristia. Ali o Senhor antecipa sacramentalmente o que realiza depois, dando-nos a responsabilidade de participar sempre da Eucaristia: "fazei isto em memória de mim!" A cada ano, mesmo sabendo-nos frágeis como Pedro e os companheiros que com Jesus foram ao Jardim das Oliveiras, após a missa velamos com Jesus sacramentado em oração.





A Páscoa do Calvário é celebrada com a cor vermelha do martírio, o fogo da entrega do nosso Salvador pela nossa Salvação. "Na verdade, Ele carregou os nossos sofrimentos, foram nossas dores que ele suportou, e nós, o considerávamos atingido , golpeado por Deus e humilhado. Ele, porém, era desonrado por causa de nossas revoltas, triturado por causa de nossas transgressões: a sanção, garantia de paz para nós, estava sobre ele, e nas suas chagas encontra-se a cura para nós. Como cordeiro levado ao matadouro ou como uma ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca"(Is 53, 4-5.7). Celebrando sua morte vitoriosa, nós ouvimos a Palavra, especialmente a narrativa da Paixão, unimo-nos em coração, veneramos a Cruz, pois com São Paulo não vamos querer outro título de glória a não ser a Cruz de nosso senhor Jesus Cristo, pois nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou. ( cf. Gl 6,14). Enfim, comungamos o Corpo do Senhor, que está vivo e não morre mais!





A Páscoa da Ressurreição, modelo de todas as celebrações da Igreja, é celebrada por nós na grande alegria da Vigília Pascal. Com as velas acesas na única Luz do Círio Pascal, queremos que "a Mãe Igreja se alegre, erguendo as velas deste fogo novo, e escute, reboando de repente, o Aleluia cantado pelo povo." (Proclamação da Páscoa). No aconchego da noite, ouvimos os grandes feitos do Senhor na história da Salvação, até chegar à maior de todas as maravilhas, a Ressurreição do Senhor. Então, participamos do Batismo e renovamos as promessas nesta festa de aniversário de nossa entrada na Igreja! Assim renovados, vamos ao altar da Eucaristia para alimentar-nos do Pão da vida, certos de participarmos com ele da vida que não se acaba. Voltando a nossas casas, continua a festa, "não com fermento velho, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade"( 1 Cor 5, 8).

Entrego nas mãos dos pais e mães de família, com filhos de todas as idades, nossos costume de celebrar a Páscoa. Com o jeito que é próprio da família, transmitam o que receberam e venham celebrar, com o aleluia no rosto, felizes por saberem que Cristo é nossa vida! Santa Páscoa para todos!



Autor: Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Palmas

abandono

Tenho visto recentemente na midia, notícias sobre crianças abandonadas, e vejo muitas pessoas dizendo: olha , isso não é mãe, essa mulher é uma desalmada, e fico pensando, o por que ter um filho, por que se entregar a alguém se não  tem uma visão exata da realidade, realidade essa  que é brutal, realidade que machuca, mas que pode ser superada, que pode ser combatida.  É muito gostoso, uma delícia, mas tudo que é gostoso acaba rápido, e quando  não se toma cuidado, vicia, e quando viciamos mais cedo  ou mais tarde, teremos as consequências desse vicio.  Esse vicio tem nome , PECADO,  E O PECADO nos aniquila, quando não tomamos cuidado, quando não usamos a armadura, o capacete e a espado do Espírito Santo de DEUS.  Mas essa realidade também tem outro lado, é o da HIPOCRISIA, muitos de nós dizemos que a mulher que abandona um filho(a) não é mãe, não é digna, mas sejamos sinceros, quantos nós lutamos para que o pecado não invada as escolas, quantos de nós pregamos o evangelho para um traficante , um viciado, quantas vezes falamos de Jesus  para os jovens nas saidas das baladas?  aceitar Jesus é facíl, viver Jesus é outra historia, e da próxima vez que algo assim acontecer que possamos nos lembrar de Jesus, e nos colocarmos nos lugar dele, o que será que Jesus faria, provavelmente procuraria a Mãe , e a curaria , e provalvemente ele diria para ela, VAI OS TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS, VÁ E NÃO PEQUE MAIS. não estou dizendo que não possamos sentir revolta por uma situação, mas ser cristão é saber sufocar nossos sentimentos mais execráveis e tetarmos fazer o oposto do que o mundo ensina, em VEZ DE ÓDIO, DEUS NOS ENSINA A AMAR, vc que está lendo esse artigo já se perguntou se vcv está preparado para o céu?